viagem pela história
quinta-feira, 30 de junho de 2016
domingo, 5 de junho de 2016
Crise o Séc. XIV
| A Crise do séc. XIV
Lembram-se de termos falado de tempos de crescimento e de prosperidade, a partir do século XI, um pouco por toda a Europa? Pois esses tempos estenderam-se até ao início do século XIV, século em que se iniciou um tempo de muitos horrores e de muitas crises - crise climática, crise agrícola, crise demográfica, crise económica e crise social.
O século XIV ficou marcado por anos de instabilidade climática que se traduziram em chuvas excessivas, inundações, descidas de temperatura, secas. Esta crise climática provocou uma crise económica pois os péssimos anos agrícolas daí decorrentes traduziram-se em quebras abruptas na produção de cereais, base alimentar da população da época. Os preços dos géneros alimentares dispararam. As exportações desceram, as moedas desvalorizaram. As condições de vida pioraram enormemente, a fome instalou-se e as populações, mal alimentadas e sem hábitos de higiene, tornaram-se mais frágeis e pasto ideal para as doenças se instalarem e propagarem. O século XIV foi farto em epidemias sendo a mais conhecida a célebre peste negra que, vinda do Oriente, matou cerca de 1/3 da população europeia e deixou povoações completamente despovoadas e campos abandonados por inexistência de mão de obra. Temos, assim, uma grave crise demográfica, com diminuição da taxa de natalidade e aumento da taxa de mortalidade, esta última agravada ainda pelas múltiplas guerras travadas no século XIV, um pouco por toda a Europa. A mais conhecida foi a guerra dos cem anos, que opôs a Inglaterra à França, mas podíamos dar outros exemplos e para recorrer a um exemplo português temos as guerras fernandinas, travadas entre Portugal e Castela, entre 1369 e 1382, que contribuíram para o empobrecimento e o sofrimento das populações já tão massacradas pelas dificuldades que, à época, no reino imperavam. A esmagadora maioria da população, o povo, vivia em condições miseráveis, esmagado pelos impostos cobrados pelos seus senhores. Quando estes viram os seus rendimentos diminuírem, em consequência do aumento da taxa de mortalidade entre a população, tentaram recuperar os rendimentos perdidos aumentando os impostos aos sobreviventes que se encontravam já no limite das suas forças. Os assalariados, aproveitando-se da falta de mão de obra, aumentaram o custo do trabalho. Um pouco por toda a Europa estalaram revoltas populares, rurais e urbanas, durante as quais o povo, desesperado, assaltou, pilhou e incendiou castelos e residências senhoriais. Os senhores retaliaram e a Europa conheceu uma grave crise social. O século XIV foi, por toda a Europa, um século de dificuldades e de crises e Portugal não foi exceção neste panorama geral. A crise abrangeu os reinados de D. Afonso IV, D. Pedro e D. Fernando e, apesar das várias tentativas de solução, a verdade é que as medidas adotadas, das quais as mais célebres estão contidas na Lei das Sesmarias, de 1376, não tiveram grande êxito. A Lei das Sesmarias obrigava todos quantos tivessem terras a cultivá-las, proibia a mendicidade e obrigava os antigos agricultores a voltarem à profissão, assim como seus filhos e netos e fixava os salários. Tentava-se, desta forma, aumentar a área cultivada, aumentar a mão de obra disponível, evitar abusos nos salários. O problema... foi aplicar a lei...
A crise de 1383/85
Como estão recordados, na última aula falámos do rei D. Fernando e do seu envolvimento em três guerras com Castela, as chamadas guerras fernandinas, todas perdidas para Castela e que causaram ainda mais empobrecimento ao reino, já a braços com enormes dificuldades económicas, demográficas, sociais.
Em 2 de abril de 1383 foi assinado um complexo tratado entre D. Fernando, rei de Portugal, e o rei D. João I de Castela, o Tratado de Salvaterra de Magos, que estipulava o casamento da filha única de D. Fernando e de Dona Leonor de Teles, Dona Beatriz, com D. João I de Castela. Estipulava ainda que, à morte de D. Fernando, se não houvesse herdeiro varão, Dona Leonor de Teles ficaria regente até Dona Beatriz ter um filho com catorze anos, em posição de assumir os destinos do trono português. A 30 de abril, Dona Beatriz casou com D. João I e, a 22 de outubro, D. Fernando morreu abrindo em Portugal uma crise política devido ao problema da sucessão. A rainha viúva, dona Leonor de Teles, assumiu a regência do trono português mas rapidamente surgiram as primeiras revoltas contra esta rainha não amada pela generalidade do povo, entre outros motivos pela influência que sobre ela tinha o Conde João Fernandes Andeiro, nobre galego seu conselheiro. Os acontecimentos precipitaram-se e, a 6 de dezembro, Álvaro Pais chefia uma conspiração para matar o conde. D. João, Mestre de Avis, filho ilegítimo do rei D. Pedro e meio irmão de D. Fernando, entra no Paço da Rainha com um grupo de conspiradores e mata o conde. Dona Leonor foge para Santarém e dali envia um mensageiro à corte de castela solicitando ajuda ao seu genro, D. João I. A sociedade portuguesa divide-se em duas fações - o povo, a burguesia, o baixo clero e a baixa nobreza apoiam o Mestre de Avis enquanto a alta nobreza e o alto clero apoiam os interesses e pretensões de Castela. Entretanto, a 15 de dezembro de 1383, em Lisboa, reúne uma assembleia popular que elege o Mestre de Avis "Regedor e Defensor do Reino". Em janeiro de 1384 as tropas castelhanas invadiram Portugal e no dia 6 de Abril desse mesmo ano os dois exércitos enfrentaram-se na batalha dos Atoleiros, saindo vitoriosas as tropas portuguesas, comandadas por D. Nuno Álvares Pereira, apesar do número bastante inferior, batalha onde, pela primeira vez, foi usada a tática do quadrado. A 29 de maio de 1384, D. João I de Castela cerca Lisboa, cidade cuja defesa estava à guarda de D. João, Mestre de Avis. O cerco durou quatro longos meses e foi muito penoso para as populações devido às privações alimentares... entretanto a peste instalou-se no exército castelhano que levantou o cerco, libertando, deste modo, a cidade. O prestígio do Mestre foi crescendo, muitas povoações apoiavam-no e a 6 de abril de 1385, o Mestre de Avis, nas Cortes de Coimbra, foi aclamado rei de Portugal com o título de D. João I. D. João I de Castela invade, de novo, Portugal. Travam-se as batalhas de Trancoso, Aljubarrota e Valverde, todas ganhas por Portugal e que ajudaram a consolidar a independência nacional. Em 1386, D. João I mandou edificar o mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha, que comemora a vitória dos portugueses na batalha de Aljubarrota. Podes visitá-lo, virtualmente, aqui. |
terça-feira, 28 de abril de 2015
reflexão final
Reflexão Crítica Final
“Ferramentas Web 2.0 são
potenciadoras de um processo
de ensino-aprendizagem mais motivador,
dinâmico e desafiador.”
O desenvolvimento da World Wide Web mudou a maneira
de ensinar e aprender, de aceder à informação, de comunicar e viver. As
ferramentas Web 2.0 trouxeram à rede mais dinamismo e interação e maior
personalização. Hoje passamos de utilizadores passivos a agentes ativos,
relativamente aos conteúdos que circulam na Web. Com o aparecimento do conceito
Web 2.0, vulgarizou-se um fenómeno tecno-social a partir de algumas das suas
aplicações mais populares: Wikipédia, YouTube, Flickr, Wordpress, Blogger,
MySpace, Facebook, na tentativa de transformar os utilizadores em produtores de
conteúdos
Atualmente,
a evolução das tecnologias móveis (telemóvel, PDA, Pocket PC, Tablet PC) está a
abrir caminho à entrada de ferramentas Web 2.0 em versão móvel. Usar estas
ferramentas implica abrir espaço para a participação, partilha e colaboração
online. São ferramentas fáceis de criar, de usar e atualizar, porque tudo se
encontra online, mas sobretudo são instrumentos potenciadores de aprendizagem se
articulados com boas práticas pedagógicas.
Os nosso atuais alunos aprendem de
maneira diferente, especialmente porque nunca conheceram um mundo sem
tecnologias ou Internet. Esta nova realidade exige dos professores práticas
educativas mais inovadoras e sobretudo que os preparem para o mundo de trabalho
e para os desafios que a sociedade do conhecimento lhes impõe. Para nós
professores é difícil elencar todas as ferramentas Web 2.0 e dominar todos os
aplicativos que podemos utilizar em sala de aula. No entanto a sala de aula do
séc. XXI implica cada vez mais o domínio destas tecnologias, o que nos remete
para a necessidade de atualização permanente. Assim procurei ao longo das
sessões fazer uma leitura atenta dos materiais disponibilizados para a sessão,
participando nos fóruns de discussão e elaborado os materiais pedidos.
Sem dúvida que esta formação é uma
mais valia para o meu trabalho pedagógico. A utilização de ferramentas como o
Jing, Podomatic, Audacity ou Prezi permitem criar maior dinamismo em sala de
aula e motivar para a aprendizagem. Mas as vantagens da frequência desta
formação não passam apenas por estas ferramentas, mas também pela criação de um
blogue, que poderá ter continuidade, pois é uma forma mais interativa de
comunicar com os alunos e de familiarização com os conceitos de social
bookmarking, tags, tagging e folksonomias. A documentação aí disponibilizada
pode ser facilmente acedida através de dispositivos móveis, que os nossos
alunos utilizam com regularidade.
Importa também referir que o compreender melhor as
potencialidades do uso de ferramentas Web 2.0 para pesquisa e seleção de
informação e procurar avaliar uma página Web foram desafios que ousei superar.
Assim conceber projetos que potenciem o uso das ferramentas Web 2.0 poderá
constituir uma motivação acrescida a inserir em contexto escolar.
Mas que competências podem os alunos desenvolver
através do uso das TIC e, especificamente, das ferramentas da Web 2.0? Segundo
alguns autores, encontramos quatro grandes dimensões a considerar e que se
afiguram como quatro grandes competências que se pretendem desenvolver na
escola: a comunicação, a colaboração, a criatividade e a estimulação do
pensamento crítico.
Sem dúvida que nunca é demais reforçar de que ser
letrado, no séc. XXI, não se cinge a saber ler e escrever, como ocorrera no
passado. Esse conceito integra também a Web e os seus recursos e ferramentas
que proporcionam não só o acesso à informação mas também a facilidade de
publicação. Estar online é imprescindível para existir, para aprender, para dar
e receber e as redes sociais permitem estar permanentemente em contacto com o
outro.
Quanto à metodologia utilizada nas sessões ela
permitiu uma exploração das várias ferramentas, aliando de forma equilibrada a
componente teórica com a componente prática.
No que se refere à duração da ação, considero que
poderia alargar-se a uma ação de maior duração (50Horas) permitindo um maior
aprofundamento da diversidade de ferramentas que encontramos nos dias. No
entanto considerando o trabalho realizado, a sua duração permitiu a execução
das tarefas solicitadas. Embora extensiva no tempo, não considero uma
desvantagem, mas uma melhor conciliação entre o que são hoje as nossas tarefas
e solicitações escolares e o trabalho formativo. Assim a realização quinzenal
foi fundamental para a execução dos trabalhos e até para a interligação de
algumas das tarefas com o ensino-aprendizagem nas turma que leciono.
Relativamente à minha participação procurei intervir
adequadamente e ativamente em todas as sessões analisando a informação
publicada e comentando as tarefas dos outros formandos, sempre que oportuno. Da
mesma forma cumpri todas as tarefas solicitadas dentro do prazo previsto para a
sua realização. A motivação e a aprendizagem que esta formação permitiu
conduziu, sem dúvida, a um maior domínio das ferramentas Web e da sua
utilização em contexto de ensino-aprendizagem e sua articulação com a
biblioteca escolar. Reflexo disso destaca-se a planificação de um projeto de
prática colaborativa entre docente de história e biblioteca. Toda a formação
pautou-se pela partilha, pela participação ativa de todos, dialogando e
apreciando de forma sempre construtiva o trabalho produzido por cada formando.
A documentação disponibilizada
mostrou-se adequada face às exigências da mesma. Os textos e demais materiais
eram claros e orientados para as tarefas a executar. Assim considero que esta
formação foi bastante adequada. Salienta-se ainda a disponibilidade, abertura e
apoio demonstrado pela formadora durante todos o processo formativo.
Refletir sobre esta ação, sobre as potencialidades
das diversas ferramentas Web leva-me a olhar/pensar com mais atenção sobre
aquilo que faço, a forma como utilizo essas ferramentas, mas sobretudo pensar
nas suas potencialidades e na sua utilização com maior regularidade.
A Formanda
Sandra Mónica Almeida
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Redes Sociais um desafio para nós professores!
tarefa 7
Reflexão sobre Redes
Sociais
Refletir sobre
as redes sociais leva-me a olhar/pensar com mais atenção sobre aquilo que faço,
a forma como utilizo essas ferramentas, mas sobretudo pensar nas suas
potencialidades. Até ao momento não tenho sido uma utilizadora assídua das
redes sociais, e embora tenha aderido ao facebook e comunique através dele com
alguns dos meus antigos alunos, essa comunicação tem é mais informal, de
contacto sobre o que cada um de nós vai fazendo. Recentemente participo num
grupo restrito de cariz profissional, mas ainda não exploramos as verdadeiras e
multidimensionais potencialidades das redes sociais. Concordo que a utilização
das redes sociais pode ser uma ferramenta útil para a educação e para o
trabalho colaborativo.
Ao ler e
refletir sobre as potencialidades da redes sociais ficam mais claras as reais
potencialidades das mesmas, principalmente no que se refere às potencialidades
da comunicação multidimensional.
O facebook que
atinge um número extraordinário de utilizadores e que muitos utilizam através
de smartphones apresenta a vantagem de uma percentagem dos nossos alunos ter
conta e aceder com regularidade à rede social, serem espaços neutros, favorecerem
a participação espontânea, permitirem partilhar recursos, e terem um ambiente
colaborativo de interação social e pode fomentar a responsabilidade pessoal e
social.
Quanto ao
Twiter, destaca-se a possibilidade de construir comunidades de práticas e de
aprendizagem o que poderá constituir uma vantagem para a utilização em contexto
educativo, através das quais é possível partilhar recursos úteis para os alunos,
adaptados ao currículo, criar hashtags para grandes áreas temáticas, promover recriações
históricas sob a forma de diário http://twitter.com/#!/RealTimeWWII entre
outras atividades.
Por todo o mundo,
as redes sociais conquistaram cada vez mais adeptos mas não podemos esquecer os
perigos que as redes socias apresentam, nomeadamente a possibilidade de roubo e
acesso a informação privada e o facto de ser muito utilizada por predadores
sexuais, o que implica riscos para os nossos alunos, o cyberbullying, as falsas identidades, a imagem e opinião dos
outros, a ausência de moderação, entre
outros. Assim e sempre que utilizamos as redes sociais temos que alertar os
nossos alunos para os perigos das mesmas e ensinar as regras essenciais para
uma utilização segura, como não fornecer dados pessoais, não aceitar pedidos de
amizade se o conteúdo da página o deixar desconfortável, não responder a comentários
ou conteúdos ofensivos, colocar os perfis como privados, aceitar apenas
utilizadores que conhece pessoalmente, não aceitar conhecer os amigos virtuais
pessoalmente, não colocar informações sobre terceiros, não colocar fotografias
reveladoras do local onde foram tiradas, nem de natureza provocante, pois podem
tornar um jovem vulnerável a encontros pessoais por parte de predadores online.
Neste contexto
a biblioteca escolar assume uma função primordial, pois pode ajudar a promover
uma utilização responsável e segura das redes sociais, pois não podemos ignorar
que as redes socais são hoje fortes canais de comunicação dos jovens e onde
eles obtêm e partilham informação de todo o tipo. Depois, como nos referem
vários autores as redes sociais permitem: chegar
onde estão os utilizadores, uma relação mais próxima com os utilizadores, uma
maior visibilidade na web, oferecer conteúdos de qualidade, dinamização de atividades,
aumentar a comunicação em ambas direções, dando assim a utilizadores a
possibilidade de comunicarem connosco e intercâmbio de informação em distintos
formatos: imagens, vídeos, texto.
refletir... porque no final temos que avaliar as nossa práticas...
refletir... porque no final temos que avaliar as nossa práticas...
Nunca é demais
reforçar de que ser letrado, no séc. XXI, não se cinge a saber ler e escrever,
como ocorrera no passado. Esse conceito integra também a Web e os seus recursos
e ferramentas que proporcionam não só o acesso à informação mas também a
facilidade de publicação e de compartilhar online. Estar online é
imprescindível para existir, para aprender, para dar e receber e as redes
sociais permitem estar permanentemente em contacto com o outro. Da abordagem
efetuada nesta sessão foi possível encontrara numerosas vantagens da utilização
das redes sociais em contexto educativo, em articulação com a biblioteca
escolar, mas também verificar e ponderar sobre os perigos das redes sociais.
Refletir sobre
as redes sociais leva-me, como já referi a olhar/pensar com mais atenção sobre
aquilo que faço, a forma como utilizo essas ferramentas, mas sobretudo pensar
nas suas potencialidades e a utilizá-las com maior regularidade.
planificando e articulando com a biblioteca - projeto
Um projeto...
REFERENCIAL (ÁREA …): Literacia
dos média
NÍVEL DE ENSINO:
3º ciclo
ATIVIDADE: “Sentir a História Local”- O Meu Percurso/Roteiro Turístico
ENQUADRAMENTO: Atividade desenvolvida em articulação com a disciplina de História
ESCOLA: Externato D. Afonso Henriques
TURMAS: Terceiro Ciclo
DOCENTE: Sandra Mónica Dias Almeida
PB: Marta Pinto
Aprendizagens
associadas
ao trabalho
da biblioteca escolar
|
Conhecimentos/Capacidades
·
Procura e
usa informação autonomamente para ampliar conhecimentos;
·
Exprime
ideias, redigindo com correção e adequando o discurso às convenções próprias
do tipo de texto, suporte e género selecionado.
·
Usa
autonomamente e com segurança as tecnologias e ferramentas digitais para
comunicar.
·
Usa uma
variedade de média, ferramentas digitais e ambientes sociais de partilha para
criar e comunicar ideias com rigor e eficácia.
|
Atitudes
e valores
·
Demonstra curiosidade
·
Revela espírito crítico
·
Reconhece a importância da informação
·
Revela iniciativa e criatividade na resolução de problemas
·
Comunica com rigor
·
Tem um comportamento ético e responsável no uso dos média
·
Revela criatividade no uso dos média
|
|
Conteúdos curriculares
|
·
Conhecer e valorizar o património local;
·
Conhecer as correntes artísticas ao longo da História
·
Identificar as características artísticas dos monumentos a visitar;
·
Produzir, por
escrito e oralmente, relatos, comentários e participar em grupos de trabalho,
debates e painéis, para comunicar as suas ideias.
·
Utilização das TIC
emergentes, construindo documentos em powerpoint, blogs, multimédia, sites, e
grava podcasts, para comunicar e partilhar as suas ideias em História.
|
Objetivos da atividade
|
·
Conhecer os princípios e procedimentos implicados na construção de um
roteiro turístico.
·
Aplicar os conhecimentos adquiridos na elaboração de um roteiro/ percurso
turístico.
·
Pesquisar e usar a informação para comunicar.
·
Valorizar a história e o património local;
·
Potencializar a utilização das TIC;
·
Fomentar o uso de diferentes formas de comunicação em História.
|
Estratégias/
tarefas
|
Com esta atividade, pretende ‑se que os alunos construam roteiros turísticos sobre os
principais locais a visitar no seu concelho, articulado com as temáticas
artísticas abordadas na disciplina. A construção desses percursos/roteiros
turísticos permitem ao aluno valorizar a história local, aprender a comunicar
em história e consolidar conhecimentos.
Desenvolvimento:
·
Organização dos
alunos, distribuição das tarefas e calendarização (constituição de grupos:
cada grupo terá um percurso a construir);
·
Planificação do
trabalho de cada grupo, de modo a abordar as diferentes temáticas sobre as
quais se vai organizar o roteiro turístico
·
O professor
bibliotecário, em conjunto com o professor da disciplina, pré‑ ‑seleciona um conjunto de
fontes (bibliográficas e on line) que servirá de base ao trabalho dos alunos;
·
Os alunos deslocam ‑se à biblioteca e, com o auxílio do professor
bibliotecário e/ou da sua equipa, analisam e filtram a informação relacionada
com o tema, descartando o que não é relevante;
·
Avaliação formativa
do trabalho e fornecimento de feedback aos alunos.
·
O professor
bibliotecário e/ou a equipa da biblioteca instala nos computadores da
biblioteca o software necessário para a execução dos diferentes roteiros
projetados;
·
Com o auxílio do
professor bibliotecário e/ou da equipa, os alunos constroem o roteiro
turístico a partir da informação reunida e utilizando o referido software.
·
Os alunos exportam
o ficheiro criado e partilham ‑no na plataforma Weduc
existente na escola.
|
Duração
|
·
O projeto terá a
duração de uma no letivo e permite a valorização da história e património
local e o desenvolvimento da comunicação em história.
|
Recursos
|
·
Guião de suporte à
atividade de criação do roteiro turístico.
Exemplos Informação a colocar ‑ Identificação
do Percurso. Principais monumentos a visitar. Quem o mandou construir. Com que finalidade. Como está construído. Que características apresenta essa
construção. Em que contexto foi
criado. Em que estilo artístico se
insere.
·
Livros e outra
documentação existente na biblioteca
·
Recursos on line
identificados pelo professor bibliotecário e professor da disciplina
·
Computadores com
acesso à Internet, Projetor, Auscultadores
com microfone.
·
Ferramentas digitais para disponibilização de imagens:
Flickr ‑ http://www.flickr.com Picasa ‑ http://picasa.google.com PictureTrail ‑ http://www.picturetrail.com
·
Vídeos; ‑ Grelha de registo; ‑ Ferramenta digital
para criação do avatar e gravação áudio: Voki
‑ http://www.voki.com
·
Utilização de outras ferramentas Web 2.0 - tais como: Prezi,
Jing, Diigo, Animoto entre outras.
·
‑ Plataforma Weduc
|
Avaliação
|
Indicadores de desempenho
·
Aplicação dos
conhecimentos da disciplina de História
·
Interesse e empenho
nas atividades.
·
Participação
crítica no trabalho de grupo
·
Domínio de
conceitos e escolha das técnicas adequadas à produção do roteiro turístico
·
Criatividade e
correção linguística
Instrumentos de avaliação
·
Ficha de
autoavaliação da atividade
·
Trabalhos
realizados
·
Registos de
observação
·
Qualidade dos
materiais produzidos
|
Pensar num
projeto para os alunos em articulação com a biblioteca e utilizando ferramentas
Web 2.0, leva-nos a refletir sobre uma questão que muitos investigadores já
colocaram:
Que competências podem os alunos desenvolver através do uso das TIC e,
especificamente, das ferramentas da Web 2.0?
Segundo alguns
autores, encontramos quatro grandes dimensões a considerar e que se afiguram
como quatro grandes competências que se pretendem desenvolver na escola: a
comunicação, a colaboração, a criatividade e a estimulação do pensamento
crítico.
Da literatura
emerge a necessidade de selecionar a ferramenta que mais se adequa ao projeto.
Mas importa também independentemente das ferramentas utilizadas destacar
algumas mais usuais. Assim no domínio das ferramentas de apresentação podemos
utilizar o Google Sites ( forma fácil e gratuita de criar e partilhar páginas
Web), o Pen.io (forma rápida de criar uma página Web), Animoto (ferramenta para criação de vídeos
educativos, que oferece aos professores a possibilidade de criar apresentações
com texto, clips de música, vídeos e imagens. Os vídeos são fáceis de partilhar
por email, blogue site, YouTube, ou podem ser descarregados para uso em sala de
aula. Apenas tem que preencher dois campos: nome da página e a senha de acesso
e clicar em “Create the page”) e Voicethread (ferramenta com potencialidades
educativas, uma espécie de um álbum de
fotos, que pode ser comentado usando um clip de voz).
Quanto às
ferramentas ferramentas de publicação
destacam-se o scribd (plataforma
digital de edição, com acesso a uma infinidade de livros, revistas, artigos,
guias, imagens e até partituras musicais para os utilizadores partilharem numa
rede que não para de crescer), o Youblisher (que permite transformar os documentos em revistas
digitais), o Calameo (permite carregar os principais formatos e convertê-los
instantaneamente em publicações digitais)
e o Issuu que permite carregar documentos em diferentes formatos (DOC,
PDF e ODT, formato do OpenOffice), além de apresentações em PowerPoint, e
publicá-los como verdadeiras publicações profissionais.
Encontramos
ainda ferramentas colaborativas: o Google Docs (constitui-se uma ferramenta
ideal para a realização de trabalhos online, já que permite a criação
colaborativa de documentos, sejam eles textos, apresentações, folhas de
cálculo, desenhos, tabelas, exercícios, formulários, etc… ), Twiddla (ferramenta gratuita de colaboração
online fácil de usar, uma vez que não requer nenhum download e perlite
comunicar com qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo), Web Poster Wizard
(ferramenta gratuita exclusivamente com fins educativos. Permite que os
professores criem uma aula ou ficha de trabalho e publicá-las de imediato
online).
Ferramentas de
organização de tarefas: O Pinterest (pin+interest), o Dipity (organização de linhas do tempo (frisos
cronológicos) é uma tarefa que atravessa vários níveis de ensino, já que é
pressuposto ajudar a organizar, estruturar, enquadrar e localizar no tempo e no
espaço fotos e acontecimentos relevantes sobre qualquer temática – importante
para o ensino da história) e O Com8s.
Encontramos também ferramentas para construção de mapas de conceitos, ferramentas
para criação de gráficos online, ferramentas para construção de e-books, ferramentas
para criação de contos virtuais, ferramentas para criação de banda desenhada e
numerosas ferramentas úteis para o ensino e aprendizagem.
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